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25 junho 2016

Lua Cheia, Confidente

junho 25, 2016 0

Lua cheia, quero ver você brilhar quando a noite cair, escura, sobre todos os seus amantes. Quero sentir o seu toque luminoso sobre todas as árvores, como um pó prateado que deixa a natureza enfeitada, com um ar mágico.

16 dezembro 2015

As razões que nos trouxeram até aqui quero versar...

dezembro 16, 2015 2

E se a minha voz falhar, é porque não previ realmente que esse momento iria chegar. Eu sonhei, os dias contei, corações desenhei, mas não achei que surpresas ainda poderiam se apresentar. Lembra quando, naquele balanço, você me contou que tinha medo de alturas? Éramos crianças, não tínhamos mais que a idade da infância, mas foi tão diferente para mim poder compartilhar de algo seu, que decidi daquele dia em diante, guardaria seus segredos como se fossem meus. De coração apertado e mãos trêmulas, assisti a todas as suas visitas ao dentista, sempre segurando meia dúzia de pirulitos, que trocaria pelo seu silêncio de ovelha no matadouro, assim que saísse do consultório. Acompanhei suas primeiras aventuras na bicicleta, chorei muitos sorvetes caídos na caixa de areia do parquinho, e saboreei os momentos deliciosos que se seguiam à chegada dos nossos presentes de natal. Saltamos pedras, subimos em árvores, nadamos em riachos rasos. A vida se encarregou de unir nossas histórias de uma maneira única, que pude enxergá-la como uma dádiva que deveria dividir com você, o meu primeiro melhor amigo, meu doce irmão, "adotivo" por consequência. Sobrevivemos às turbulências da adolescência, enquanto via "amigas" aparecerem e desaparecerem da sua vida, deixando marcas e cicatrizes eternas em seu sorriso de menino. Vi o dia em que você conheceu a Deus mais de perto, chorando e admitindo que nunca se sentira tão feliz quanto naquela decisão tomada. Lemos a bíblia juntos, crescemos espiritualmente, e, a cada dia, vi crescer em mim um outro olhar, que eu insisti em negar que existia. Comecei a vê-lo não com os olhos de uma menina que confia todos os seus "segredos" ao amiguinho, ou que gosta de alguém para acompanhá-la nas suas brincadeiras diárias. Nós havíamos crescido, eu cresci, amadurecemos. Percebi que o que eu sentia era bem mais do que simpatia, era saudade aquele pequeno incômodo que permanecia mesmo quando você saía. Era admiração quando entendia que poderia te ouvir falar por horas sem me cansar de sua voz. Minha mente ainda era da menininha que você conheceu, não sabia o que pensar das novas ideias que fervilhavam. Deus fez acontecer, fez com que hoje estivéssemos aqui, relembrando o dia no parquinho, as quedas da bicicleta, os doces do dentista...e disséssemos esse audível SIM, que traduz todo um futuro que virá, outras histórias para contar, viver, compartilhar. E se no processo nossa voz falhar, as razões que nos trouxeram aqui quero versar.
Ps: A história descrita no post é apenas uma ilusão, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

26 outubro 2015

E se as palavras me escutam...

outubro 26, 2015 4

Tenho saudades
  De quem eu era
  Do que me tornarei
  E de quem sou quando estás.

Sinto falta
  Das minhas reflexões
  Dos nossos serões
  E dos céus estrelados em nossos verões.

Das caminhadas solenes
  Do sorriso perene
  E das árvores que tremem
  Ao doce toque dessa brisa.

Desse rosto que suaviza
  Suavemente ruboriza
  E num olhar sintetiza
  O que um coração memoriza.

Da verdade que nunca se concretizou
  Do sonho que não se realizou
  Versos que a censura murchou
  E de seu dono não mais se lembrou.

E se as palavras me escutam
  Dentro de mim lutam
  Por um espaço ao sol
  Alvas e envolventes como um lençol.

Mas temem o destino do rouxinol
  Que ao sonhar com o peixe
  Foi seduzido pelo mesmo anzol.

01 agosto 2015

A cada dia, ganho mais um dia

agosto 01, 2015 0

Este som que me encanta, e meus medos espanta,
Que o pó do coração levanta e derrama sobre ele seu brilho.

Esse som que me acompanha, enreda-se e se entranha,
Que minha atenção logo ganha, como uma mãe e seu filho.

Esta alegria que me inspira, abala para longe a ira
De quem sente por não amar, e ama por não sentir.

Essa mente que não mente, que te espera calmamente
E a luz do sol faz dormente, o peito de uma sobrevivente.

Esses pés que caminham incertos, buscando água no deserto
Buscam apenas um destino, um jardim fechado que existe, decerto.

E neste teu silêncio musical, que rompe o manto sepulcral
Me aconchego e confio, a cada dia ganho mais um dia; menos mal.

E se em teu intento não entendes meu lamento
Aguardo pelo momento, ou senão...invento.